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4 de agosto de 2014

Batendo um papo com: Eduarda Wandekoken

Olá, bom dia pra você que também tá com preguiça! :)

Hoje em dia a blogosfera não tá atoa, tem gente a rodo com blog seja de looks, textos, maquiagem ou qualquer outra coisa que desperte o interesse do leitor. E eu sempre gostei muito de blog, até os que quase ninguém lia, eu entrava pra apreciar o que havia naquele lugar. 

Os blogs que mais chamam a minha atenção são os de looks do dia e textos, e isso não é nenhuma novidade, rá, seja lá o que tiver escrito eu paro pra ler e é tão bom. E tudo fica ainda melhor quando eu me identifico com quem escreve no tal blog que leio. Dai viro intrometida, chego até adicionar o seu perfil pessoal só pra manter um contato mais íntimo e individual, foi assim que aconteceu quando conheci o blog da Duda [olha a intimidade rolando ai]. 

Eduarda é uma moça encantadora, com um jeito tão jovem, seus looks são magníficos e o que mais me encantou no EBDP são os seus achados, gente, ela consegue achar cada coisa, até mesmo nessas lojas bem pequenas de bairro e isso é puro amor! <33

O contato tem sido tão grande que mandei algumas perguntinhas pra ela responder aqui pro blog e claro para vocês conhecerem-a. 


- Eduarda Wandekoken, um sobrenome diferente, gostaria de nos dizer de onde veio?
É alemão! Não percebe minha ascendência pelos meus cabelos lisos e loiros e meus olhos azuis? HAHAHA.

- Com um mundo de blogueiros tão grande, quando foi e por que você decidiu criar um?
Demorei para virar leitora de blogs, não conhecia esse mundo e quando conheci me apaixonei! Estava de bobeira em casa em uma noite e comecei a mexer no blogger até que saiu a primeira versão do “Ela brinca de procurar”. Simples assim, sem grandes propósitos, apenas para fazer parte desse universo feminino paralelo!

- O ela brinca de procurar é uma mistura danada, entre looks e bons achados, quando foi que você descobriu que tinha esse espírito para achar peças bacanas? Quanto de brechós e feiras, desde as lojas de departamento?
Humm, essa vai ser difícil de responder... Mas resumindo, sou de origem humilde e nunca tive dinheiro para gastar com roupas e talz. Desde pequena com pouquíssimos recursos. Hoje em dia minha realidade é outra, mas minha relação com dinheiro não mudou. Dou valor a ele e por isso penso muito antes de adquirir um bem material, seja ele qual for, desde um brinco a uma geladeira, HAHAHAH. Acredito que a minha arte de garimpar em qualquer lugar – e ter bons resultados de custo X benefício - seja intrínseca a falta de dinheiro na infância e juventude!

- Aqui no RJ, temos tantas e boas lojas, quanto de grife com peças remarcadas, quanto daquelas bem baratas. Você já conseguiu encontrar peças bacanas, onde valesse o investimento mesmo sendo pequeno?
Quando trabalhava em loja de shopping eu conhecia muitas marcas e lojas, mas nunca fui consumidora, portanto acredito que não tenha nenhum achado desse tipo. Aliás, nem é o meu foco! Faço justamente o caminho oposto, procuro em lojas baratinhas e populares peças que sejam dignas e com preço bom! Esses sim são os verdadeiros achados porque somos orientados pela peça/qualidade e não pela marca, entende?



- Das lojas que costuma comprar, qual é a sua preferida e porquê?
Compro em qualquer lugar que não tenha vendedora chata no meu pé, ris (não que toda vendedora seja assim, claro!). Por exemplo, quando viajei para os EUA eu comprei roupa até no Walmart – e olha que eu estava na terra do consumo, das lojas que o povo pira aqui no Brasil pra comprar, ris.

- Reforçando o lema do blog, você acha que é possível se vestir bem sem gastar horrores?
Sem sobra de dúvidas! Desde que você fuja das malhas animal print! HAHAHAHAH Brincadeira! Nossa sociedade é a do consumo e pior, do consumo desenfreado. Você mal piscou e tudo que tem já é ultrapassado. Se você for seguir essa tendência acaba se perdendo num caminho sem retorno! Fico garimpando por aí, ora peças de qualidade que quero que durem no armário, ora peças baratinhas e de qualidade duvidosa porque sei que não vou fazer questão de ter para todo o sempre, ris. Acredito no equilíbrio destas duas vertentes. Brasileiro acha que o que é caro que é bom e isto não correspondem à realidade na maioria das vezes! O povo tem que abrir o olho. Fora a mania de ostentação né? Isso é muito feio.


- Tem encontrado dificuldade para consumir em algumas lojas? 
Tenho dificuldade de achar peças no meu tamanho nas lojas de departamento (que são as que frequento), mas isso sempre aconteceu, infelizmente. Mas sou conhecida pelos meus achados, então já viu né? Eu dou meu jeito! =)

- E em um mundo cheio de regras, o que a Eduarda hoje, não abre mão de jeito algum na hora de se vestir?
Quando era mais nova achava que mulher pra sair à noite tinha que ser de salto e super sensual. Na verdade a brasileira é sensual por natureza né? Mas eu nunca me senti confortável com isso. Hoje em dia sair pra mim, seja pra onde for, pede sempre liberdade de movimentos. Pode parecer bobo, mas faz uma diferença danada você se sentir confortável com o que está vestindo. Por exemplo, tem aaaaaanos que eu não uso/usava salto alto justamente porque limitava meus movimentos, me cansava e me deixava de mau humor. Quer coisa pior pra uma mulher? Pé no chão me deixa feliz e, consequentemente, mais bonita! A regra é não ter regra! Se sentiu feliz e bonita? Então se joga filha!!! Ris.

- Pelo o que percebi lendo o EBDP, você gosta bastante de sapatos no geral, tem algum modelo específico que arrebate mais seu coração?
Esse é meu ponto fraco! AMO sapatos. Quando vou ao shopping faço uma peregrinação por TODAS AS VITRINES DE LOJA DE SAPATO! Sem brincadeira! Não uso todos, mas qualquer modelo atrai minha atenção, de salto, sem salto, tênis, bota... E para calçados eu já tenho uma opinião diferente da que costumo defender para as roupas. Sapato tem que durar, tem que ser de muito boa qualidade e, infelizmente, a gente só encontra isso em loja de marca BOA. Ou seja, a gente paga caro! O negócio então é esperar a época de liquidação, hahahahah



- Fora do escritório e do blog, quem é a Duda?
Sou funcionária pública e mãe de cachorro (agora duas viralatinhas, Lola e Nutella). No momento estou me dedicando mais a vida saudável, fazendo natação, caminhada e cuidando da alimentação. Amo viajar, tomo cerveja sem álcool e adoro alface! Sou tímida e adoro uma estampa! Quero muitas coisas ao mesmo tempo e por isso na maioria das vezes acabo não fazendo nada – não consigo me decidir no que focar!
Ah, e toda vez que escrevo HAHAHAHA é DE VERDADE!

- Já fez alguma viagem pra fora do Brasil? Nos conte como foi! :)
Não me lembro desde quando, mas coloquei na minha cabeça que queria conhecer Paris, ver a Torre Eiffel de perto e esse se tornou o meu maior sonho! Finalmente quando tive a possibilidade de realizar meu sonho vi que eles não tem limites! Me senti livre, dona do mundo, como se pudesse tudo! Realizar um sonho, seja ele qual for, nos dá essa força interior! Depois disso virei desbravadora do mundo e minha pequena coleção de carimbos no passaporte me dá orgulho! Buenos Aires, Paris, New York, Pensilvânia, Orlando, Miami, Disney, Vaticano, Roma, Londres, Berlim, Leipzig, Frankfurt, Versailles e, novamente, Paris.
É nisso que gasto meu suado dinheirinho. Roupas, sapatos, maquiagens e etc não são nada comparadas a possibilidade de se conhecer o mundo! E com essas viagens eu vou adquirindo e assimilando informação de moda. Coisa que não tem preço. 


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Depois desse pequeno papo com a Duda, percebi que somos parecidas em muita coisa, ela tem um jeito super divertido e é isso que atrai as leitoras lindas e assíduas do blog dela.

Falando nisso, se você quer acompanhar de pertinho os looks e as fotos lindas dessa moça, clica aqui no blog e na fan page e curte é claro. ;)


Agora me diga, alguém ai conhecia a Duda? O que acharam dela?

Beijos

22 de agosto de 2013

Batendo um papo com: Juliana Romano

Ebá, mais um batendo papo aqui no blog. Dessa vez eu apresento pra vocês umas das "revolucionárias" do mundo da moda plus size. Juliana Romano é jornalista de São Paulo, fazia parte do time de editoras e colaboradoras da Revista Gloss [fazia porque acabou, mimimi]  e é uma grande influência para as donas de grandes curvas. Tem um blog chamado Entre Topetes e Vinis onde posta dicas e looks voltados principalmente para meninas que vestem tamanho GG. Ju é dona de um sorriso lindo, de cílios grandes, de pernas curtas e de curvas de causar inveja.
Ju aceitou o convite de participar da tag daqui do blog e agora publico pra vocês o que foi que ela nos respondeu. 


BNP: Ju para começar você se lembra como surgiu o nome do blog [Entre Topetes e Vinis]?
Então quando eu criei o blog, lá na faculdade ainda, eu pensei em coisas que eu amava e eu sempre curti muito coisas vintage e retrô, além de gostar muito da música e da moda dos anos 50 e de penteados como topetes. Aí pensei que tudo o que eu gostava estava entre topetes (beleza e moda) e vinis (música antiga), daí surgiu o nome, porque meus pensamentos sempre ficam Entre Topetes e Vinis. :) 

BNP: Aproveitando, conte um pouco da sua trajetória até chegar a Gloss e como se tornou esse fenômeno da moda Plus Size.
Viiiixe essa é difícil. hahah Eu sempre fui gordinha, mas quando estava na escola não aceitava. Culpava as gordurinhas por tudo, inclusive pelas pessoas não gostarem de mim. Aí quando tinha uns 14 anos emagreci muito e percebi que as pessoas que não gostavam de mim continuaram não gostando e que as que já gostavam de mim nem se comoveram com a minha magreza. Aí entendi que não importava o quanto eu pesava, sabe?! Enfim, pulando um pouco mais pra parte profissional, eu sempre quis ajudar as pessoas. Fazer alguma coisa que mudasse a vida das pessoas para melhor. Como sempre fui apaixonada por revistas, resolvi fazer jornalismo, mas queria mesmo ir para moda, beleza ou música. E assim foi, desde o primeiro ano da facul eu já comecei estagiando com moda e lifestyle, no segundo em assessoria de moda, no terceiro com música e comecei na GLOSS. Antes de entrar na GLOSS eu criei um blog no Wordpress, o Entre Topetes e Vinis, aí quando eu entrei para a revista colocamos o blog lá dentro. Acho que o sucesso é justamente a aceitação que eu citei acima. Eu aprendi muito cedo e de uma forma meio dolorosa (eu fui muito triste quando fiquei magra) que o peso não muda quem você é, a única coisa que pode mudar como as pessoas te vêem é o que está dentro da sua cabeça. Aí quis passar isso para as meninas e há três anos atrás não tinham muitos blogs sobre isso, era um público bem carentes. 

BNP: Fora do blog e da Gloss. Quem é a Juliana Romano?
Ai meu deus, essa é ainda mais difícil que a de cima, não consigo dizer o que sou fora do blog, porque eu sou extremamente sincera no blog e exatamente igual fora dele. Eu acho que sou um pouco mais tímida do que pareço (mas não muito), um pouco mais ironica e com um pouco mais de humor negro. Ahhh também sou MUITO esquecida (como você pode perceber já). 



BNP: Sabemos que você não liga mesmo por ser "diferente" dos padrões de beleza impostos pela sociedade, padrões esses que para mim já deveriam ter sido modificados há tempos, que você é feliz, mas em algum momento isso te deixou deprimida? Já foi prejudicada por isso? Como deu a volta por cima?
Bom, comentei lá em cima. A última vez que isso me deixou magoada foi quando eu tinha uns 13 ou 14 anos, uma fase difícil para todo mundo, né?! Depois de ser magra e ser gorda posso dizer que eu praticamente optei por ser gorda. Não porque eu ache feio ser magra, pelo contrário, também acho lindo. Mas eu acho lindo ser gorda também e acho ainda mais incrível você se respeitar e respeitar o seu corpo. Eu tenho corpo de gordinha, metabolismo de gordinha, estomago e vontades de gordinha, então por que vou passar a minha vida inteira lutando contra isso?! Por que vou passar minha vida inteira tentando agradar as outras pessoas, tendo que me sacrificar e matar as minhas vontades pelo o que exatamente?!?! Aceitação?! De quem?!
BNP: Qual seu manequim? Tem alguma loja ou marca específica que você recomende sobre moda plus size?
Olha até esses dias eu achava que usava 46, mas descobri que pelas minhas medidas, na verdade eu sou tamanho 50 na tabela hahahah. Eu prefiro não recomendar marcas. 


BNP: Você se considera consumista? Quando percebe que é a hora de fazer novas compras? 
Uhhhhh muito! Mas eu amo muito fazer compras. Me deixa feliz (ok, sou uma borboleta no olho do furacão do capitalismo, já sei ¬¬). É tudo muito natural pra mim, eu vou muito ao shopping porque sou frequentadora assídua de cinemas, então sempre que vejo alguma coisa que me interessa, entro pra provar. O mesmo acontece com lojas online, estou passeando pela internet de repente vejo uma peça que me chama atenção e vou procurar. Minha última obsessão foi aquele "colar Shourouk", enquanto não achava um, por um preço que eu pudesse pagar não descansei. Rodei 500 mil sites e até achei em um que demorava 50 dias para entregar, aí fui na 25 de março e achei hahahahaha.
BNP: O que você gosta de fazer no dia a dia? E o que não gosta?
Eu amo me arrumar e me maquiar antes de sair, é tipo uma terapia para mim sabe?! Aquele momento seu e só seu. Eu também gosto muito do meu trabalho, para mim é quase lazer. hahahaha #alocka. Eu não gosto muito de ter que acordar cedo. Assim, eu posso dormir só 4 horas, desde que eu acorde depois das 8h da manhã, antes das 8 horas não dá hahhahaha


BNP: Você acha que é possível se vestir bem sem gastar horrores?
Cooooom certeza! Jornalista não ganha bem e a gente se vira com o que tem, né?! hahaha E também acho que é bom investir em algumas peças-chave e depois variar com acessórios. É uma ótima dica para quem não quer gastar horrores com fast fashion.
BNP: Como era sua relação com as compras na adolescência? E como surgiu todo esse interesse pela moda?
Meu interesse pela moda vem desde antes da adolescência. Eu seeempre li revista, desde que me lembro. Eu amava comprar e fazer roupinhas para as minhas Barbies e podia ficar o dia inteiro trocando elas de roupa. Sempre gostei de combinações, de reparar como as pessoas usavam uma coisa, como elas conseguiam transformar uma peça básica em outra só com alguns detalhes. E as mulheres da minha família sempre tiveram faro para moda. Elas não são costureiras, mas todas sabem costurar, sabe?! É uma coisa que passa de mãe para filha hehehe. Quando fiz vestibular prestei moda também, mas acabei optando por jornalismo mesmo. 


BNP: O que você acha das redes de fast fashion? Vale se jogar e investir tudo nelas? Quando elas são a melhor opção?
Acho que o nome já diz "fast fashion". Não vale investir muita grana em alguma peça datada. Se quiser comprar alguma coisa muito específica, que não vai conseguir usar depois ou com outras roupas, então procure a mais barata. Porque tem que valer o custo-benefício. Não precisa de uma peça com um suuuuper tecido, se você só vai usar 5 vezes né?! 
BNP: Pra você quando vale a pena investir em uma peça mais cara?
Acho que se você puder guardar seu dinheirinho e investir em peças com tecidos bons, boas modelagens e costuras resistentes é sempre melhor. É bom optar por peças atemporais, como tubinho preto, blazers, camisas brancas, calças retas, etc. Peças que não tenham a estampa ou o corte da moda, porque algumas coisas passam e você acaba enfiando no maleiro, sabe?!
BNP: E em um meio tão cheio de regras, o que você não abre mão de jeito nenhum na hora de se vestir?
Eu não abro mão de conforto. Eu prefiro sair de pijama a ter que usar roupas que me incomodam. Por exemplo, quando eu uso mini saia fico extremamente incomodada de ter que ficar puxando para baixo toda hora. Esse tipo de coisa me deixa estressada. 

Para finalizar, alguns looks da Ju que já foram publicados no blog dela.





Contato 

Para quem quiser conhecer mais do blog da Ju, aqui está o blog dela o Entre topetes e vinis
Facebook da Ju
Fan page do blog

14 de agosto de 2013

Batendo um papo com: Rafael ou Rafu.

Há um tempo criei duas tags aqui no blog o "papo cabeça" e "batendo um papo". A ideia é trocar experiências, ideias e aprender sobre diversos assuntos com outras pessoas.

O escolhido da vez tem uma participação e tanto na minha vida, quando comecei a gostar de moda, eu sempre segui algumas de suas dicas, li o blog em que ele era o dono e certa vez até montou um look pra eu usar no improviso, é eu não esqueço disso nunca! 

Então desde que criei a tag aqui no blog tive em pensamento de chamá-lo pra bater um papo sobre sua vida, carreira profissional, tudo aquilo que a gente gosta e quer saber. Enquanto não fazemos vídeos batendo papo, vamos acompanhando as rapidinhas escritas aqui mesmo. Que por sinal continua sendo feita com muito amor. Tá grande, mas tá tão gostoso de ler. O escolhido da vez, vocês acompanham agora, pra já. E eu amei tê-lo aqui. 


BNP: Nome completo, idade, de onde é e ocupação?
Yay. Sou o Rafael (Rafu) Cavalcanti, tenho 19 anos, sou de Duque de Caxias e hoje, sou diretor criativo em uma empresa de tecidos.

BNP: Rafael ou Rafu!? Reparei que já trabalhou em algumas áreas do ramo da Moda, a partir de quando que você começou a se interessar e a fazer parte do mundo da moda?
Alguns amigos me chamam de Rafu, mas outros odeiam meu apelido e só me chamam de Rafael, fica a critério de como queira me chamar, até porque, gosto das duas maneiras. Então; acho que sempre houve um certo tipo de interesse. Nunca decidi que um dia eu curtiria moda e começaria a estudar isso. A coisa foi acontecendo, eu fui tomando gosto com o tempo, até minha decisão final de me especializar no ramo. Entrei na faculdade de moda com 16 anos, mas acabei trancando no último ano da faculdade, nesse início de 2013.

BNP: Como você define seu estilo? Tem algum estilo que predomina mais seu gosto? Que você se inspira?
Eu não tenho uma definição, mas tenho uma definição. É que uso vários elementos de estilos diferentes tentando criar o meu. Então acho que tenho todos os estilos presente em um estilo que faço ser só do Rafu, é um pouco difícil de entender até pra mim, ~]çds~]açads~]. Mas se eu fosse citar algum estilo que eu me inspire bastante, é o retrô/alternativo. Gosto dessa pegada de tons terrosos misturado com jeans, elementos vintages e calçados/acessórios com carinha de antiguidade, isso tudo é bem a minha personalidade. E ah, eu acabo me inspirando em tudo que vejo. Sou muito observador, então reparo desde o look de alguém até a maneira em como a pessoa amarrou o cadarço do tênis. Sou meio chato com esse lande de reparar, gosto de observar bastante primeiro pra ver se gosto de alguma coisa ou não. E gostando, tento adicionar no meu lifestyle.



BNP: Falando em inspiração, quem é que mais te inspira aqui no Brasil? e lá fora?
No Brasil, e isso é muito sério, são meus amigos. Claro que tenho algumas referências nacionais, mas eu me inspiro muito no Rio de Janeiro, nas pessoas que andam pelas ruas e no que meus amigos andam curtindo e compartilhando comigo. Lá de fora, eu sou fãnzaço do Prince Pelayo, um blogueiro da Espanha, do Riccardo Tisci e do Jeremy Scott, um estilista italiano e um americano e do Kanye West, rapper.

BNP: E quanto ao gosto musical, o que mais você tem ouvido por ai? Conta pra gente.
Eu tô em uma vibe hip hop alternativa total. Mas acho que é pela influência da dança. Sou bailarino de danças urbanas, então tenho ganho gosto por esse segmento musical. Fora isso, eu escuto muito folk, indie e a nova MPB. Desses estilos, meus preferidos são James Vincent McMorrow, Jose Gonzalez, Florence and the Machine, Daughter, Cícero e Filipe Catto. Além de Brooke Fraser, única cantora cristã que eu sou fissurado.

BNP: Teve alguma influência para escolher a moda como carreira profissional?
Meus pais, sem sombra de dúvidas. Minha mãe sempre trabalhou no ramo, é uma modelista de mão cheia, e meu pai já precisou trabalhar com isso também num momento da vida dele. Sempre observei os dois e sempre tive gosto por tecidos, estampas e principalmente por tendências. Nunca gostei da parte de criação/estilismo, que era a parte que meus pais lidavam diretamente, mas conviver diariamente com essa rotina, eu acho, me fez curtir ainda mais o que eu já gostava.



BNP: Na hora das compras, vale comprar em qualquer loja desde que goste ? ou você selecione bem e tem uma preferida?
QUALQUER LUGAR. QUAL-QUER LU-GAR. Q-U-A-L-Q-U-E-R L-U-G-A-R se torna incrível quando se sabe comprar. Já entrei em brechó de um cômodo de 15m² com mais de 2.000 peças jogadas no chão e saí de lá com peças que uso até hoje. Assim como já entrei em loja fulera de calçados pra comprar um pelo qual me apaixonei fuxicando a loja (e sim, eu entro em qualquer loja, mesmo as mais baratas, porque sempre encontro algo). Claro que a preferência de todo mundo são as populares, até porque, a qualidade parece ser bem melhor. Mas sabendo comprar, qualquer lugar serve.

BNP: O que acha das loja de departamento? Acha que elas cresceram de um tempo pra cá? Ou ainda falta muita coisa?
Evoluíram, isso é claro. Tá muito explícito que a Europa é o it desejo de toda pessoa que acompanha a moda no Brasil, então as lojas de departamento só compreenderam esse raciocínio e começaram a copiar (ou trazer de lá) pra cá. Falta evoluir muito? Sim. Mas já me sinto satisfeito em achar, por exemplo, um bowler hat na C&A. Coisa que há 2 anos atrás, nunca aconteceria. Isso também aconteceu pelas marcas que invadiram o Brasil né? Zara taí, bombando na Barra e amigos meus de São Paulo não saem mais da Topman que inaugurou lá. A concorrência aumenta, as lojas ficam desesperadas e quem ganha é a gente. Ainda bem.

BNP: Costuma avaliar preços? ou pra você a moda é cara mesmo? E se compra peças baratas, vale a pena? E vale a pena pagar caro numa peça de grife?
Sou do tipo que não vejo preço, vejo peça. Se vejo uma blusa que quero muito por 10 reais em uma loja desconhecida, compro; se for 200 reais em uma conhecida, compro também. Mas na maioria das vezes tento achar algo muito parecido ou inspired em loja baratinha na internet, sai mais em conta e sobra mais dinheiro pra comprar mais roupa, ]~daçads~]dçd~]dças. E sim, vale a pena pagar caro em loja de grife. Se a roupa for de qualidade e legal aos olhos, por quê não? Assim como também vale a pena comprar em lojinha de feira. Tenho roupa de feira/bazar que usei muito e nem dá sinal de desgaste como já tive roupa de marca que ficou ruim em 1 ano, ou menos.

BNP: Ok, você gosta de moda, mas tem uma parte que gosta mais? Como na hora de exercitar a criatividade, de desenhar, de montar look?
Eu sou apaixonado por street style. Passo horas entrando em vários sites e salvando um monte de referência. A parte que eu mais curto é a maneira que a moda define quem você é, ou te ajuda em momentos de baixa estima, etc. Pode soar um pouco humano demais, mas a moda é um meio de comunicação incrível. É uma arte, e fica bem mais legal porque é uma arte que você mesmo pode usar.



BNP: Quando foi o seu primeiro contato com a moda no fashion rio? e como conseguiu?
Meu primeiro contato foi quando eu fui cobrir street style masculino pra um jornalista do Canal Gnt. Existia um grupo de moda com vários entendedores, amantes e simpatizantes do assunto, o Caio (o jornalista) publicou que precisava de alguém pra escrever no site dele e eu me candidatei. No outro dia ele me chamou pra ir ao apartamento já pra começar os projetos e em 1 mês eu tava no Fashion Rio fotografando.

BNP: Por um bom tempo fizeste parte do time do Pouco Brega, como surgiu? foi criado por quem? como entrou? e o que vocês desenvolviam com finalidade no blog? Quem fazia parte do time junto com você?
O Pouco Brega surgiu assim que eu comecei a faculdade e era um lugar apenas pra falar dos meus trabalhos acadêmicos. Depois fui adicionando alguns amigos nele e ele virou um blog de comportamento, fotografia, moda e lifestyle. Nossa ideia era pregar a "breguice", um dos termos que ganhávamos quando saíamos de casa pra todo mundo, era tipo um "não tenha medo da moda, use ela ao seu favor". E era principalmente pregada pra quem mora longe dos grandes centros e capitais do Brasil, como eu. O time começou comigo, logo depois entrou o Pedro e a Thaís e no fim terminou comigo, Elisane e Flávia. Os últimos meses foram os mais legais porque desenvolvemos muita coisa, conhecemos muita gente e fixamos várias parcerias (como a Jamie and the Boys e a Romwe). Era super legal a rotina de breguice.



BNP: Mas você postou que o Pouco Brega acabou? ou você saiu dele! E ai o que pretende fazer agora? Vai continuar com blogs? Ou vai focar em algum trabalho mais específico?
Acabou porque o tempo de todo mundo diminuiu. Comecei a trabalhar em tempo integral, Flávia foi promovida, Liz abriu loja e não tinhamos mais tempo pra dedicação massiva no blog. E nós somos do tipo que ou faz um trabalho legal e diferente pros leitores ou nem faça, sabe? Ficamos super triste com o término, mas era preciso. Hoje, hoje mesmo, eu não quero ainda ter nada. Já montei um tumblr com meu nome, limpei a antiga página do PB, mas não quero me ocupar com isso no atual momento, tenho outras metas. Eu não vou conseguir parar de escrever por muito tempo, então tenho 2 projetos em mente, o pouco brega mesmo e o rafu, ambos ligados a moda mas com segmentos diferentes. Vou esperar um tempo pra desenvolver os dois com calma, tranquilidade e anunciar quando estiver tudo prontinho.

BNP: Você se sente totalmente realizado no que trabalha? Acha que dá para trabalhar com Moda no BR?
Eu amo meu trabalho. Mesmo. Tenho liberdade pra pesquisa, eventos e várias outras coisas. E claro, o mercado de moda é muito grande no Brasil e só vem crescendo. Algumas áreas são super restritas, outras nem tanto, mas tentando (as vezes MUITO) dá pra conseguir algo. Mas não pense na faixa salarial não, na maioria das vezes é baixa. Mas quem faz, faz com amor. Certo?

BNP: Pensa em se especializar em alguma área no BR ou no exterior?
Quero me formar, não mais em moda. Então penso em passar pra alguma federal/estadual, concluir o curso, e fazer uma pós ou passar uma temporada fora do país. Mas viver mesmo, é no Rio, claro. Agora, eu foco em jornalismo, marketing e cinema, todos com segmentos em moda. Mas meu principal objetivo é cursar Engenharia Têxtil e ir de vez pro ramo dos tecidos.

BNP: Quando você compõe um look do dia? O que não pode faltar nele?
Acho que não tenho essa regra. Vejo alguma peça principal que preciso usar e vou juntando peças até formar um look. Nunca sei se faltou algo, mas não me preocupo também. Estando bem, posso estar só de jeans, camisa e tênis, está ótimo.

BNP: Quanto ao seu armário, o que é que não pode faltar?
Fácil. Blusa estampada, camisa de botão (pra amarrar na cintura), jeans, short summer e coturno. 

BNP: E de onde vem tanta ousadia para usar aquilo que quase ninguém usa?
Não me acho nada ousado, ~]dçdas~]dçada~]ad. Me acho comum. Tem muita gente bem mais interessante por aí, muita gente mesmo.

E aqui alguns outros looks preferidos do Rafu [e meus também]



Se quiser saber mais do trabalho do Rafu, entre em contato com o próprio pelo facebook ou pelo e-mail rafucavalcanti@gmail.com. 

22 de maio de 2013

Batendo um papo com: Katherine Sanmamed

Desde que eu criei o blog, sempre quis uma categoria onde eu pudesse ouvir e saber mais sobre microempreendedores, sobre pessoas que tomaram uma decisão de ter seu próprio negócio  seja uma loja online ou presencial, uma empresa, ou até mesmo o que levou-a à criar um blog (seja por hobbie ou por profissão). Enfim achei um tempo para por essa vontade em prática, para divulgar os trabalhos da galera que eu curto e deixar vocês a vontade para ver o nosso papo de mais perto.














Essa é a Katherine Sanmamed de 24 anos, estudante de moda da Unigranrio. Ela foi a primeira pessoa em que pensei para estrear essa categoria, sinceramente I do not know o porquê, acho que foi pela simpatia dela e pelo seu trabalho de customizações em roupas e tênis. Daí foi surgindo minha "paquera" pela empresa dela. Até que a convidei para bater esse papo e me contar um pouco de como surgiu tudo isso. Bora ver?! 










I: Há quanto tempo existe o bê-ê-lezura? 
K: O Bê-ê-lezura começou como blog de moda em Abril de 2011 e como estava sem tempo por causa da faculdade e uma postagem completa de blog é demorada(tem todo o processo de pesquisa e edição), resolvi transferí-lo para a página no Facebook onde só postaria uma foto e comentaria. O tempo foi ficando cada vez mais curto e as postagens cada vez menos frequentes quando, em setembro de 2012, comecei a olhar os tutoriais de customização e tentar fazer em peças minhas e a página, depois de postar as fotos das minhas peças e das experiências em peças de amigas, passou a ser de moda e customização.

I: Quem o criou?, ou seja, de quem surgiu a ideia! 
K: Foi criada por mim depois do "boom" dos blogs de moda somado a minha paixão por moda.

I: Aonde a empresa esta instalada?
K:  A empresa é somente online.

I: Quem trabalha nela?
K:  No momento eu sou td: pesquisadora, criadora, entregadora, tudo...

I: Fez algum curso para a customização das roupas? 
K: Não, aprendi através de pesquisa mesmo!

I: Quanto tempo demora para uma peça ser customizada?
K: Depende da peça. Peças que só dependem de corte e aplicação de tachinhas/spikes demorar no máximo 2 horas, já as peças que dependem de pintura/tingimento demoram de 24 a 72 horas.

I: Está direcionado para que tipo de público? 
K: O Bê-ê-lezura é bem abrangente, como empresa de customização, não precisamos nos prender a um estilo. É claro que existe uma tendência maior para determinadas modinhas, mas atingimos uma boa parte dos estilos e idades. 

I: Consegue ter uma remuneração bacana? 
K: Atualmente, com faculdade em reta final e meu emprego fixo, além dos afazeres domésticos(sim, eu sou mãe e casada), atinjo uma boa remuneração que seria beeem maior caso me dedica-se apenas à page.

I: Começou como um hobbie ou algo do tipo? 
K: É um hobbie! Faço porque amo e não dependo do dinheiro que ganho, ele é apenas um extra. 


Agora que você já sabe um pouco mais de como surgiu essa empresa criada por ela, vamos ver algumas de suas peças customizadas?








E ai gostaram das peças? Quer adquirir a sua? 
Encontre-a No facebook e encomende a sua! ;)
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Sabe de alguém que começou um projeto assim? Ou se você mesma tem um. Manda pra gente blognossopapo@gmail.com, conte sua história (o que te levou a criar, quando surgiu e quem criou).